quarta-feira, 13 de outubro de 2010

You think I'm pretty without any makeup on,
You think I'm funny when I tell the punch line wrong,
I know you get me so I let my walls come down,
Before you met me I was alright but
Things were kinda heavy, you brought me to life
Let's go all the way tonight,
No regrets, just love
We can dance until we die,
you and I, we'll be young forever
You make me feel like I'm living a Teenage dream
The way you turn me on
I can't sleep Let's run away and
Don't ever look back, don't ever, look back
We drove to Cali, and got drunk on the beach
Got a motel and built a fort out of sheets
I finally found you my missing puzzle piece
I'm complete

Só porque transmite boas sensações :p!!!

p.s: falta precisamente um mês para o sir Rui Veloso. Não aguento a emocooum.

Sem mais,

sábado, 9 de outubro de 2010

Sossega, coração!

Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição dos seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperança a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo,
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho concebê-lo!

Sossega, coração! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme.
A grande, universal, solene pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.



Fernando Pessoa

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Suspiro quente

Tenho saudades de planear mensagens e de fazer pesquisas para as tornar perfeitas. Tenho saudades da vitalidade de outros tempos. Tenho saudades de mim, enquadrado, como noutras alturas. Ter saudades não basta. Sentir desespero quando não sei o que é espelho também não. É uma sombra enorme que me persegue. É uma mácula imensa que está aqui, no peito, como na testa de Caim. Apetece-me ganhar forças e mostrar o Luís incrível doutros tempos. Apetece-me ser feliz em todos os quadrantes. Apetece-me voltar a chorar solitariamente para nunca, mas nunca, me apresentar triste aos outros. Queria fechar os olhos e não perder o norte aos meus sonhos. Queria dormir e não perder forças, dia-a-dia, como tem acontecido. 
Esqueci-me que sonhei ser grande. Esqueci-me que sonhei ser um grande projecto. Esqueci-me do valor da família. Esqueci-me do valor de Deus. Esqueci-me que tenho energias fantásticas. Esqueci-me que é absolutamente estúpido sofrer por amor. Esqueci-me como era incrivelmente deprimente percorrer a blogosfera e encontrá-lo aos molhos, em depressão.  Esqueci-me que criticava paranormalismos, idolatrias vãs e coisas afins. Esqueci-me de mim. Tornei-me em coisas que nem queria ser.  A vida ensina-nos coisas, em capítulos, e mostrou-me partes que sempre neguei. Sofri de mais no plano relacional com mundo para merecer mais isto, esta fustigação que cresce, como um chicote, no cérebro. Tenho medo deste bloqueio e de não me erguer mais.
Provavelmente, nada mais faz sentido na vida que eu me teimo a colar. Provavelmente, chegou a hora de olhar para as coisas como diferentes e lidar com elas, assim, como são na verdade. Não posso esquecer o que passei, numa outra mutação, lá longe, que marcou um outro reverso. É uma viagem que custa a fazer.
Apetece-me enterrar a cabeça e não a levantar mais. Isto consome-me todos os dias. A todas as horas. E não devia ser assim. Eu evito-me a vir aqui para não vos chatear. Perdi-me, caros leitores. E custa-me muito juntar os pedaços. 

Até sempre,
Luís Gonçalves Ferreira

Cosmic Love


(Ufa! Suspiro) 

Luís Gonçalves Ferreira

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O estado da Res Publica


A República, implementada em Portugal há cem anos, não corrigiu os problemas estruturais que varrem o país há séculos, fruto de uma herança monárquica não menos tempestuosa que os sucessivos governos republicanos das I, II e III Repúblicas. Portugal - com ou sem República - é um país empobrecido por séculos de governos maus, de avanços industriais e tecnológicos tardios com péssimas relações com as liberdades individuais. A República - de inspiração Francesa - chegou a Portugal com século e meio de atraso. A industrialização - de inspiração inglesa - chegou a Portugal em comboio atrasado e descarrilado. A democracia - a plural, europeísta - sofreu de atraso particular. As vagas do Estado Social e do neo-liberalismo ainda estão a acontecer. As grandes nações europeias tiveram os 30 anos de ouro para a seguir liberalizarem. Portugal teve tudo isto, mas em processos completamente desproporcionais. A culpa, dirão todos, é da II República - permitam-me que lhe chame assim. Em grande percentagem concordarei, mas não consigo deixar de observar que as grandes democracias mundiais são monarquias. Não vos consigo deixar de esconder que a implementação da República não resolveu nada, mormente se pensarmos que nos precipitou numa guerra e nos caminhou para a ditadura. Matar o rei - esse acto de barbárie intelectual - foi fruto de aspirações despóticas de uma classe político-social. Experimentou-se o que se havia de experimentar. Provou-se o que 100 anos deixaram provar. E agora, na festa da res publica (a "coisa do povo"), cabe ao povo reflectir sobre a utilidade de um sistema político. Não sou monárquico, mas não desconsidero a utilidade prática de um outro regime, atendendo às circunstâncias político-sociais do surgimento e implementação da República em 5 de Outubro de 1910. 
É sobre o Estado da República - da do povo - que convém reflectir. Falta pluralidade de partidos nesta rotação moribunda, sistemática, de dois eixos de poder. Lembro-me: Depois da Carta Constitucional de 1926 e da Constituição Vintista - e dos seus períodos alargados de vigência - os sucessivos governos faliam dentro da instabilidade parlamentar devido ao bipolarismo que ainda hoje se verifica.
Bem, apetece-me dizer que afinal o problema nem é do sistema, nem da cabeça do Estado, nem dos textos, nem dos brocados, mas das pessoas. São elas que fazem a República, a Monarquia, o Estado, os partidos, a democracia e, mormente, a própria Nação.
É este o estado da Res Publica que marcará a República dos nossos filhos? Triste fado.

Luís Gonçalves Ferreira

sábado, 2 de outubro de 2010

Hoje é o teu dia!



Para a mais maravilhosa e autêntica Lady que eu tive a oportunidade de conhecer nestes meus breves anos de vida: a nossa ilustre Diana Machado.

Começei por perguntar a mim mesma o motivo pelo qual me deu subitamente a vontade de te vir escrever estas palavras. "Porque não? Faz todo o sentido burilar-se o que realmente importa: as pessoas que gostamos!".
Nunca é demais dizer o quanto adoro os nossos deambulares, o teu apoio, a tua "raça" e a tua peculariedade. Costumamos contar que foi "amor à primeira vista", e, de facto, já lá vão dois intensos anos em que ainda sorrio por dentro quando me lembro desses primeiros momentos. Jamais o vou esquecer: foi dos processos de cativação à Raposa e Principezinho mais caricatos em que eu tive a honra de fazer parte integrante. São estas coincidências (se é que elas existem) que me fazem acreditar no Divino: cheguei a Braga perdida, e reencontrei-me quando vos conheci. Poderemos então chamar-lhe Destino? Penso que sim, que estava escrito.

Descrever-te seria perder-me nas palavras, pois estas nunca me saciam. Contudo, esta humilde homenagem não estaria completa sem frisar o que mais me orgulha no nosso seio: é o saber que tudo isto é sincero, puro e cândido. É o saber que posso pensar em voz alta. E sublinho estes singelos corolários só pela virtude de coexistirem e permanecerem firmes por qualquer que seja o trajecto que os nossos passos tiverem que escolher. Sei o quanto os seus antagónicos ainda nos surpreendem e assustam.

Convosco, ganhei novos ornatos e reforçei os velhos e esquecidos pela poeira. Convosco, sou dona de um inestimável tesouro, para nós nada utópico: a Amizade.

Nenhum caminho é longo quando um amigo nos acompanha!

Obrigada Diana. Por seres como és, pelos espaços vazios preenchidos e por tudo o que há-de vir.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010


Dia 13 de Novembro vai lá tudo parar!-------------»MULTIUSOS
Quando passo por lá, ainda me custa acreditar!!!