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sábado, 23 de janeiro de 2010

Eu tenho um Eufemismo (e vocês?)

O Direito Internacional ocupa-me os dias e as horas. Depois de uma maratona a resumir, organizar, qualificar e desesperar, fiz uma capa gira e fui imprimir os apontamentos. Mandei o senhor da reprografia imprimir frente e verso para parecer menos matéria. Dizer que se tem 122 páginas para decorar é mais bombástico do que afirmar que moram ali 61 folhas para memorizar. É tudo uma questão de nomes e de recursos de estilo. Hoje, sem querer, acabei de estilizar um comportamento com lírica pura. Hoje, sem querer, elaborei um Eufemismo. Agora, cada vez que me referir aquele troço de estudo vou-lhe chamar de "O meu Eufemismo".
Ora, caros leitores, vou ter com O meu Eufemismo. Vamos enlouquecer mais um bocadinho os dois, aprender coisas giras e curiosas, e depois voltámos. Quer dizer, volto. O Eufemismo vai ficar na secretária, quieto e riscado, como quem grita por mim.
Sim, estou oficialmente a descompensar. E daí? Vocês nunca tiveram um Eufemismo de estimação?

Até à próxima,
Luís Gonçalves Ferreira (e o seu Eufemismo)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Desabafo

"Já reparaste que és um rapaz novo e estás a ficar impossível de se aturar? Já não se pode falar para ti. Estás sempre a reclamar!"
P'la minha Mãe

Eu não era assim nem estava sempre irritado. Eu sorria, todos os dias, e era mais amigo dos outros. Eu era mais sensível ao meu redor. Agora, fruto de alguma coisa que desconheço, estou diferente. Para pior. Para muito pior. E isso deixa-me triste e cabisbaixo. Estou intimamente triste comigo próprio. Tudo, porque este não é o Luís, o meu Luís. Transfiguro-me com o stress que o curso causa em mim. Esta época vital estará, provavelmente, a ser das mais complexas da minha pequena existência. Não sei como lidar com isto. Não tenho guia de instruções para me compreender, porque já não sou eu.
Triste. É assim que estou. Infelizmente.
Perco, assim, a minha luz e energia próprias. 
Sou eu que tenho que me reencontrar, eu sei. Mas, por favor, façam um esforço para não exigir muito de mim. Sou só um. Um só corpo. Não me subdivido nem multiplico, apesar de alma, essa vagabunda, se estar a modificar, de dia para dia, como quem despe uma pele e encarna outra.
Hoje, confesso, estou francamente pequeno cá por dentro.

Luís Gonçalves Ferreira