segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Nunca voltes ao lugar onde já foste feliz.



"Nunca voltes ao lugar
onde já foste feliz
por muito que o coração diga
não faças o que ele diz
Nunca mais voltes à casa
onde ardes-te de paixão
só encontrarás erva rasa
por entre as lajes do chão
Nada do que por lá vires
será como no passado
não queiras reancender
um lume já apagado
São as regras da sensatez
vais sair a dizer que desta é de vez
Por grande a tentação
que te crie a saudade
não mates a recordação
que lembra a felicidade
Nunca voltes ao lugar
onde o arco - irís se pôs
só encontrarás a cinza
que dá na garganta nós.
São as regras da sensatez
vais sair a dizer que desta é de vez"



Rui Veloso


Palavras a gravar com o amparo da memória para laçar no coração. Não regresses à casa onde a felicidade habitou - por alguma razão de lá saiste.


Encontras-me, desapareço
achei-me, perdi-te
O instinto é um instante
onde aplaudem as loucuras latentes
O instante é sagazmente instintivo
dormindo desperto
E o amanhã quer parecer furtivo…

[…mas o ontem não vive para sempre.]

Para um dos meus melhores amigos, que insiste em não mudar de endereço. Voemos!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Cheirinho a Verão

Se não vos posso oferecer o sol, o calor, a leve brisa de vento, deixo-vos este cheirinho delicado e motivador do Verão.












Já se imaginam numa esplanada em frente ao mar?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Continuação Rock in Rio

Olá!

Finalmente boas notícias para o cartaz do Rock in Rio!!!
Lembram-se da minha lista?
Pois, já me satisfizeram um pedido: JOHN MAYER está confirmado!
Mais adiante, irão indicar a data que ela sobe ao Palco Mundo.
É estreia deste cantor americano em Portugal!


p.s: senti-me na obrigação de partilhar esta alegria connvosco!!!

A não perder...

Sem mais,

Curiosidade do dia

Durante o dia de hoje, estarão a decorrer em Guimarães uma série de conferências entre os deputados do partido CDS-PP. Aquando a intervenção do seu principal representante, maxime, líder do Partido, Paulo Portas, surgiu um imprevisto totalmente inédito na minha mente, o qual me permitiu acordar muitíssimo mais bem disposta do que esperava.
A ordem do dia foi o baladissímo Orçamento de Estado, fraudes fiscais, o pão nosso de cada dia e et ceteras, em que, o nosso Primeiro, intenta publicitar, em site oficial na Internet, o vencimento bruto dos funcionários públicos, como meio de combater a corrupção.
Ora, o supra mencionado, revoltado com a ordinariedade da medida, em resposta aprouve: "Sócrates quer tornar conhecidos os ordenados públicos, mas não deixa à mostra os impostos que os abatem. A isto, meus senhores, chamo de striptease fiscal".
Como é óbvio, a imagem que se formou automatica e imediatamente na minha cabeça foi muito engraçada, em que imagino o nosso querido primeiro ministro a despir-se vaga e lentamente de paraísos fiscais, e quiçá, sabe-se lá mais do quê. Mesmo com o tão seu conhecido charme, não consegui permanecer durante muito tempo nesse campo, que de verde não tem nada.

Acordei a sorrir, o que já me deixa uma cidadã mais satisfeita.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Um adeus

E foi-se uma Senhora do espectáculo. E sucumbiu um dos rostos incontornáveis do teatro português. E desapareceu uma escritora incrível. É uma perda para todos, mas especialmente para o mundo das artes. 
A obra continua cá como se o corpo daqui nunca tivesse ido.
Até sempre!

Luís Gonçalves Ferreira

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A censura, afinal, tem um rosto

Mário Crespo. O jornalista foi hoje censurado pelo Jornal de Notícias, que se recusou a publicar o texto que Crespo havia preparado para a sua crónica habitual naquele Jornal. Depois da polémica e da recusa de continuidade da rubrica no Jornal de Notícias por parte de Mário Crespo (ler aqui), o texto é publicado pelo Instituto Francisco Sá Carneiro no seu sítio da internet.
O texto passa, aqui, a ser exposto. Por que a democracia cultiva-se, ama-se e respeita-se Por que ser-se livre passa pelo direito de se ser livremente informado. Por que, afinal, esta é uma crónica de opinião e não um texto jornalístico.
Depois de "O Palhaço", lê-se, agora, "O Fim da Linha":

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Por Mário Crespo

Aqui, pode-se ler a nota da direcção do Jornal de Notícias sobre o pedido de cessação de colaboração de Crespo e os motivos da Direcção para a não publicação.

Até à próxima, 
Luís Gonçalves Ferreira

Grammy Awards 2010: The Best Of

Lady GaGa e Sir Elton Jonh
Poker Face / Speechless / Your Song
Michael Jackson Tribute


The Black Eyed Peas
Imme Be / I Got A Feeling

Beyoncé
If I Were A Boy

Bon Jovi 
Medley

Créditos: Mr World Premiere