Quando eu estiver triste prometes-me um sorriso?
Quando eu estiver deprimido prometes-me um colo?
Quando eu estiver sem ti prometes-me um telefonema?
Quando eu estive aqui, sozinho, prometes-me companhia?
Se sim, eu fico. Se não, também.
Não exijo.
Nem quero.
Nem posso.
Nem vou.
Apenas, meu amor, quero que saibas que te embalarei, mesmo nos piores momentos.
Meu amor, eu prometo, hoje, que este beijo é puro. E mais: É cândido. É uma meninice que não envelhece, apenas amadurece. Ficará grande. Não te prometo a eternidade nem a razão. Juro-te um coração puro, teu, eterno. Ah, meu amor, se a eternidade existir, eu juro.
Calo-me.
Eu não vou sair daqui sem ti.
Luís Gonçalves Ferreira