quinta-feira, 27 de maio de 2010

Another one



Mais uma para "curtir" a depressão.
Bem, mas como uma altura me disseram "Não é por uma andorinha morrer que a Primavera vai acabar".
O caminho faz-se caminhando.

Sem mais,

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Nunca se esquece a primeira vez em que se sente no sangue o doce veneno da vaidade.

«Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita umas moedas ou um elogio a troco de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um tecto, um prato de comida quente ao fim do dia e aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente lhe sobreviverá. Um escritor está condenado a recordar esse momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma tem preço.».

Carlos Ruiz Zafón, in A Sombra do Vento

terça-feira, 25 de maio de 2010

À flor da pele

De noite, como quem sofre em silêncio, abriste-me a alma com a profundidade do teu olhar. Não pedi descaradamente que chegasses, até porque desconfiava de mim. Não exigi a deus nenhum coisa alguma. Rezei, apenas, durante anos, para que viesses, no meio de uma nuvem de sonhos, por forma  a que, a ser mentira, te esfumasses num instante. Não paguei promessas, porque nunca lhe topei sentido. Tomei tombos. Raspei joelhos. Fui amparado algumas vezes, outras foram as que nem carinho me calou a lágrima que tropeçava em mim mesmo. Não desisti de te encontrar, mesmo que só me dessem uma presença parecida em sonhos. Desde que aconteceu, recolho-me na tua tranquilidade e sonho com as pressas todas de ser feliz. Não sei se durará até sempre, porque o futuro a deus pertence (ao das rezas, não aos das preces). Nunca quis roubar púlpito a ninguém, muito menos à divindade que nos plantou isto no peito. Nem o farei. Mas hoje, por segundos, apetece-me mandar no futuro e julgar que isto é eterno, por ser tão maravilhoso. Não há cliché, nem chavão, nem frases feitas. São sentimentos. E isso... amigos, é coisa dos homens.

Luís Gonçalves Ferreira

domingo, 23 de maio de 2010

you don't have to be alone...

"your heavy heart

is made of stone and

it's so hard to see clearly

you don't have to be on your own"

domingo, 16 de maio de 2010

Fresquinhas

Últimas actualizações do diário de bordo dos Moscãoteiros:

1.ª constatação óbvia: já não vamos de Erasmus;
2.º facto dirimível: Estrasburgo também não me está a parecer;
3.º dado quase incontornável/ponto assente: estamos prestes a reprovar de ano;
4.ª ameaça: se a UM pegar fogo, não fui eu;
5.ª curiosidade pessoal: já estive mais longe de ficar interdita psiquiatricamente devido a tanta inabilitação física;
6.º passo da vida airada: a espada da estátua do D. Afonso Henriques tem três dias de vida;
7.ª bem fadada: pro ano estou oficialmente de novo em Braga (alguma coisa tinha que ser boa!)


Resultado analítico e escrupulosamente sintético:
mau humor. Mesmo muito mau humor. Cuidado.
Ando-me a abster de comunicar simplesmente. Mais vale. Nem por telepatia tentemos. Vislumbro alvores de cortinas de fumo legitimadoras de muito esfalfamento e cansaço. E quem não perceber a conversa que estamos a conversar... é porque está de boa saúde mental, concerteza!

Kisses and hugs (daqueles que apertam até esganar) *

segunda-feira, 10 de maio de 2010

No momento do Adeus...

No momento do Adeus sucede que os Amantes,
Se abraçam a chorar, com vozes soluçantes.
Força, é força para partir; a mão prende-se à mão
E uma infinda tristeza inunda o coração.

Para nós, meu amor, nessa altura de agonia
Não houve o padecer que almas excrucia;
Foi grave o nosso adeus e frio; e só agora
é que a Dor nos subjuga; e a Angústia nos devora.